quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Acusado de homicídio em Cabrobó-PE ocorrido há 20 anos é condenado no Recife



O réu Celvo Gonçalves da Silva foi condenado a 22 anos de reclusão, inicialmente em regime fechado, pelo assassinato de um homem, ocorrido em junho de 1991, no município de Cabrobó, Sertão de Pernambuco. O julgamento ocorreu nesta quinta-feira (27), no Fórum Thomaz de Aquino, no Recife e ele foi condenado por homicídio duplamente qualificado - por motivo torpe e sem dar chance de defesa à vítima.

Para o advogado do réu, Henrique Marco Lima, a condenação foi injusta. “A defesa entende que condenação foi injusta, porque perdemos apenas por um voto, e a pena dosada pelo juiz foi exorbitante. A família tem cinco dias para decidir se vai recorrer tanto para anular o julgamento, já que a decisão foi contrária à prova dos autos, quanto para reduzir a pena aplicada”, explicou.

A sessão foi presidida pelo juiz Abner Apolinário, e o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) foi representado, na acusação, pelo promotor de Justiça José Edivaldo da Silva.
Caso
De acordo com as investigações, Celvo Gonçalves da Silva pertence à família Gonçalves, muito conhecida na região. Aliados à família Araquan, eles estariam envolvidos com vários crimes no Sertão pernambucano. O réu também é apontado como um dos chefes do ciclo de assassinatos em Cabrobó e também estaria envolvido em crimes como estupro, assalto a bancos e porte ilegal de armas.

Ainda segundo a polícia, o acusado teria matado a vítima acompanhado de mais sete integrantes das famílias Gonçalves e Araquan – que têm muita influência social, política, econômica em Cabrobó e cidades vizinhas. O alvo seria um rapaz suspeito pela morte de um dos irmãos, mas como ele não foi encontrado, o grupo assassinou um parente do rival.

Os outros sete acusados foram julgados em março de 1993, em Cabrobó, mas terminaram absolvidos. Na ocasião, Celvo Gonçalves se encontrava foragido. O julgamento dele aconteceu no Recife a pedido do Ministério Público, pois foram levantadas dúvidas sobre a imparcialidade dos jurados, devido à influência das famílias na região.
Fonte: G1pe

Nenhum comentário: