domingo, 6 de novembro de 2011

Capital cearense é a quinta pior do País em saúde


Apesar dos índices atuais, Fortaleza está entre as dez cidades com maior evolução na área da saúde da década

Belas praias, restaurantes, hotéis e bares conhecidos nacionalmente. Uma das sedes da Copa do Mundo em 2014, cidade que recebe milhares de turistas independentemente da época do ano. Fortaleza oferece tudo isso e muito mais. Porém, no quesito saúde ainda deixa muito a desejar. Pelo menos é o que mostra a pesquisa feita pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro em 2009 e divulgada nesta semana, que aponta a Capital cearense como uma das cinco piores em desenvolvimento na área da saúde no Brasil, classificando-se em 22º lugar, ficando a frente apenas de Rio Branco no Estado do Acre, Manaus, na Amazônia, Porto Velho, em Rondônia, e Macapá, no Amapá.

Baseado em estatísticas oficiais dos Ministérios da Saúde, Educação e Trabalho, o Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM) lista taxas médias associadas aos potenciais socioeconômicos de todos os municípios brasileiros. A metodologia estipula as seguintes classificações: 0 a 0,4, baixo estágio de desenvolvimento; de 0,4 a 0,6, desenvolvimento regular; de 0,6 a 0,8, desenvolvimento moderado; e de 0,8 a 10, alto.

Na área da saúde, as variáveis utilizadas são o número de consultas pré-natais, óbitos por causas mal definidas e óbitos infantis por causas evitáveis. Nessas perspectivas, Fortaleza apresentou o índice moderado de 0,7486, ficando abaixo da média nacional, que é 0,8018, índice considerado alto.

A evolução na última década na saúde também não foi das melhores. Segundo a mesma pesquisa realizada no ano 2000, o índice de desenvolvimento de Fortaleza em saúde era de 0,6735, considerado também moderado. Já em 2009, o IFDM foi de 0,7486, o que demonstra uma evolução de apenas 11,2%, em uma década.

Por outro lado, os resultados classificam a Capital cearense entre as dez cidades do País com maior evolução na área da saúde dos últimos dez anos. Em 2008, o IFDM da saúde em Fortaleza também não foi tão diferente da versão de 2009, demonstrando uma evolução apenas de 1,9%, estabilizando o status de moderado.

Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, Fortaleza vive o impacto de problemas históricos da concentração da pobreza. "Enfrentar essa situação envolve enfrentar a pobreza em Fortaleza e no interior do Estado. Quanto mais pobre as pessoas, menor o acesso e mais problemas de saúde", avaliou.
Fonte: DN

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