terça-feira, 22 de novembro de 2011

cavaleiros da esperança: Equoterapia dá qualidade de vida para pessoas especiais

Fortaleza Portadores de necessidades especiais estão ganhando mais saúde e qualidade de vida após sessões de terapia feitas com a participação de cavalos. Os resultados positivos podem ser conferidos entre os praticantes do Centro de Equoterapia Cavaleiros da Esperança (Cece), primeira unidade no Estado habilitada pela Associação Nacional de Equoterapia (Ande).

Como uma das atividades do Centro de Treinamento Flávio Siqueira, a unidade dispõe de completa infraestrutura e equipe interdisciplinar para o trabalho feito com portadores de autismo, paralisia cerebral, síndrome de Down e Acidente Vascular Cerebral (AVC). Os praticantes atualmente inscritos se enquadram nestes perfis. Porém, as vantagens da equoterapia são bem amplas, para diversos tipos de demandas na área da saúde.

A coordenadora do Cavaleiros da Esperança, Hedilânia Gadelha, também pedagoga, conhece bem de perto os benefícios da atividade com cavalos. Ela mesma é competidora do esporte equestre tambor e baliza, pelo Centro Flávio Silveira, e voluntária há quatro anos do projeto de equoterapia da cavalaria da Polícia Militar.

Quando teve a ideia de apresentar o projeto para o empresário Flávio Silveira, já era uma entusiasta dos benefícios da montaria em cavalos para a saúde humana. Sua disposição para a atividade influenciou o empresário que, atualmente, também é um dos grandes incentivadores da equoterapia. Ele mesmo e sua mulher, Naiana Silveira, já foram para Brasília fazerem o curso de formação pela Ande.

"Quando a Hedilânia me falou, fiquei muito motivado para o trabalho e comecei a pesquisar", relembra ele, que também decidiu todas o centro de completa infraestrutura, conforme as exigências da entidade nacional. Cavalos quarto de milha e mestiços são utilizadas nas aulas, uma vez por semana.

Interdisciplinar

Uma das exigências cumpridas é a equipe interdisciplinar. No Centro, além da pedagoga, integram o grupo técnico a psicóloga Luíza Amélia Oliveira Batista, a fisioterapeuta Naiara Oliveira, o equitador, capitão Daiso Rodrigues, e os auxiliares-guias Wladimir Gadelha e Daniel Ferreira.

Diante de tantos resultados positivos, Hedilânia e Luíza Amélia atuam também como "relações públicas" da equoterapia no Estado. Proferem palestras a grupos e instituições interessadas, bastando somente agendar.

São elas que relatam os benefícios observados na vida dos atuais oito praticantes do Cavaleiros da Esperança. No grupo são sete crianças na faixa etária de 3 a 12 anos, portadores de autismo, paralisia cerebral (PC) e síndrome de down, e uma idosa que passou por um AVC.

Com os portadores PC, a equoterapia trabalha equilíbrio, postura, força, ganho do tônus muscular, flexibilidade e controle de tronco e cabeça. Elas relatam que há exemplos do Brasil de pessoas que começaram com muita dificuldade e hoje são atletas para-olímpicos.

FONTE: DIÁRIO DO NORDESTE

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