quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Açudes somam 70% de reserva hídrica no Ceará

Fortaleza. Os 136 açudes monitorados pela Cogerh já somam uma capacidade de armazenamento estimada em 70%, com as chuvas caídas neste começo da quadra.

Isso significa o aumento de 1% com relação ao último dado divulgado pelo órgão no último sábado. Mesmo assim, o percentual significa um volume de 180 milhões de metros cúbicos, o que equivale a seis açudes Gavião, que tem uma capacidade de 30 milhões de metros cúbicos. Os reservadores monitorados pela Cogerh são responsáveis pelo armazenamento de 90%, relativos a 18 bilhões de metros cúbicos, das reservas hídricas do Estado, disponíveis em barragens.

O assessor da presidência da Cogerh, Yuri Castro, afirmou que, com a previsão da quadra chuvosa pela Funceme, a perspectiva é que as reservas cheguem até 80% em meados de maio. Ontem, foi anunciada a sangria do Açude Tijuquinha, em Baturité.

No entanto, Yuri afirma que é uma barragem de pequeno porte. Até o final desta edição também estavam na iminência de sangria, entre as barragens de médio e grande portes, o Trussu, em Iguatu, e o Muquém, em Cariús, ambos localizados na região do Centro-Sul.

Sem controle
Segundos dados da instituição, há cerca de 8 mil barragens que estão fora do controle da Cogerh e estão instaladas em propriedades particulares, sendo as mais vulneráveis a rompimentos em períodos chuvosos mais intensos. São os chamados "açudes sonrisais", uma alusão ao desmonte em vista da forte ação das águas nas suas estruturas.

De acordo com Yuri, esses equipamentos além de terem sido construídos sem rigor técnico, padecem da falta de manutenção. Ele observa que muitos desses não contam de limpeza nos sangradouros, havendo desde plantio natural quanto buracos formados por formigueiros e tatus. Muitos possuem até cerca nos sangradouros, o que é considerado um meio de dificultar o escoamento da água, por ocasião do transbordamento.

Desse modo, as paredes se tornam mais susceptíveis a rachaduras e, daí, a romperem causando alagamento e inundações nas áreas próximas. Segundo Yuri, o grande desafio é formar uma consciência desses proprietários sobre a importância, pelo menos neste primeiro momento, da prestação de serviços adequados de manutenção.

Açudes pequenos

"Em geral, são açudes pequenos com até 5 hectares de espelho d´água", disse. Ele destaca que o problema maior é que são os primeiros a romperem nas estações chuvosas, causando danos às populações rurais.

Yuri afirma que esse monitoramento é fundamental para que a Defesa Civil, quer do Estado ou dos Municípios, possa agir em casos extremos, como para evacuação das comunidades atingidas por alagamento.

Ele explica que o conceito de "açude sonrisal" ainda é muito comum no Estado, daí ser inviável fazer prever qual a área mais crítica no problema.

Mais informações:
Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh)
Rua Adualdo Batista, 1550 - Parque Iracema, Fortaleza/CE
Telefone: (85) 3218.7020

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