terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Catarina-CE: Assaltantes do Banco do Brasil matam policial na delegacia; Polícia prende suspeito e identifica quadrilha


A Polícia Militar já identificou a quadrilha responsável pelo assalto à agência do Banco do Brasil e uma casa lotérica da cidade de Catarina, na região dos Inhamuns. O assalto aconteceu por volta das 11 horas da manhã de hoje (27) e resultou na morte do policial militar Francisco Alves Neto, 32 anos.  
         Segundo a Polícia Militar, o assaltante Pedro Cruz Negreiros, conhecido por Naldo, foi preso em uma moto no sítio Cavalo Magro, próximo ao distrito de São Gonçalo, por volta das 14 horas de hoje.
         O suspeito estava em uma moto vermelha, placa de Icó, HYE 5234, (pertencente a Ubirajara Ribeiro, do Sítio Cascudo do Meio, em Icó) e foi preso por uma patrulha da Polícia Rodoviária Estadual. Inicialmente disse que era de Icó e estava visitando parentes e depois contou outra versão que era cobrador, mas apresentou promissórias em branco. O suspeito foi interrogando no destacamento da PM, em Catarina, e segundo a Polícia, conduzia dinheiro em quantidade elevada, e confessou participação no assalto e revelou outros nomes da quadrilha.
         A quadrilha de assaltantes teria como base o município de Icó e seria o mesmo bando do assaltante Gilberto Santana Araújo, que em fevereiro de 2010 foi morto em um confronto com a Polícia no interior de um motel no sítio Cascudo, zona rural de Icó.
         A cidade de Catarina viveu um dia tenso. Segundo a Políocia, oito homens integravam a quadrilha, fortemente armada. Os assaltantes chegaram em Fiat Uno branco, placas, HLH 4798, inscrição de Belo Horizonte, e em um Voyage placas NQN 9562, inscrição de Fortaleza, que ficou abandonado em frente ao banco.   
         O comandante geral da Polícia Militar, coronel Werisleik Matias comemorou a prisão do assaltante e disse que ‘a Polícia vai dar uma resposta à sociedade, desbaratando a quadrilha e acabando com os assaltos no interior do Estado’.
         Esse é o terceiro assalto ocorrido contra o Banco do Brasil de Catarina.
COVARDIA
         O policial militar Francisco Alves Neto, 32 anos, foi morto na manhã de hoje (27) na Delegacia de Polícia de Catarina. Antes de praticar o assalto ao Banco do Brasil a quadrilha invadiu o destacamento militar que só tinha três policiais. Fizeram vários disparos contra a unidade militar.
         O tenente Manoel Pinheiro contou que os bandidos agiram ‘de forma covarde, atirando no policial que estava deitado no chão’ e esclareceu que não houve troca de tiros. O policial Alves Neto levou um tiro de escopeta nas costas. Um policial foi feito refém e um cabo escapou pelos fundos da unidade.
         Em seguida, a quadrilha assaltou a agência do Banco do Brasil, de forma violenta com vários tiros na fachada do banco.
         O gerente do banco, Sílvio, o médico Wallace Lopes, e o policial militar Vagner foram levados pelos bandidos como reféns, mas foram liberados, no sítio São Bento, onde os assaltantes atravessaram o carro Fiat de placas HLH 4798, inscrição de Belo Horizonte, sobre a parede de um açude, e queimaram o veículo. Moradores viram a ação dos bandidos que fugiram em outro carro e obrigaram os reféns a ficarem deitados na estrada de terra.
         Ao mesmo tempo, bandidos assaltaram a casa lotérica, mas o proprietário Cléber Farias não informou ainda o valor roubado. Quando ouviram os tiros os funcionários saíram correndo junto com os clientes, mesmo assim os assaltantes efetuaram vários disparos no interior da loteca.
         A Polícia continua em perseguição aos outros integrantes da quarilha, inclusive com apoio de dois helicópteros do Ciopaer. Dezenas de viaturas foram mobilizadas para Catarina. A Polícia fez um cerco no distrito de São Gonçalo por acreditar que os bandidos estivessem no meio do mato. 
         O dia foi tenso na cidade. A polícia não informou a quantidade roubada. O banco foi abastecido hoje pela manhã por um carro forte que deixou cerca de R$ 500 mil. Funcionários e clientes vivenciaram momentos de pânico.
 
 
 Fonte: DN

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