sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

FRATERNIDADE: Saúde pública é tema de campanha deste ano

"Fraternidade e Saúde Pública" foi o tema escolhido para Campanha da Fraternidade deste ano. A abertura será realizada em dois momentos. O primeiro, hoje, às 18h30, com a celebração eucarística presidida pelo arcebispo de Fortaleza, Dom José Antonio Aparecido Tosi Marques, na Catedral Metropolitana e, a segunda, amanhã, às 9h, com coletiva à imprensa no Centro de Pastoral Maria Mãe da Igreja, com a presença do arcebispo de Fortaleza e autoridades ligadas à área da saúde.

A Campanha da Fraternidade, que é promovida todos os anos pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) durante a quaresma, tem como objetivo, em 2012, refletir a realidade da saúde pública no Brasil, em vista de uma vida saudável, suscitando o espírito fraterno e comunitário das pessoas na atenção aos enfermos, além de mobilizar por melhoria no sistema público de saúde.

O lema da campanha é: "Que a saúde se difunda sobre a Terra". Para a Arquidiocese de Fortaleza, trata-se de um grito, um pedido. Rosélia Follmann, coordenadora da equipe de campanhas da Arquidiocese, comenta que a temática traz grande contribuição para os debates, uma vez que o tema passa a ser discutido não apenas pelas entidades eclesiais, mas por toda população civil. "Com isso, a igreja se faz voz, inclusive dos mais sofridos, dos menos favorecidos, aqueles que fazem fila nos hospitais públicos e postos de saúde".

Por outro lado, acrescenta a coordenadora, a ideia é não apenas debater o tema, mas fazer com que as pessoas procurem uma saída e se tornem mais solidárias com os enfermos. "Espero que possamos contribuir para que o Sistema Único de Saúde (SUS), que é muito bom, de fato seja uma conquista e realidade de todas as pessoas".

A temática, que tem tudo a ver com o Sistema Único de Saúde (SUS), deverá levantar algumas das fragilidades do sistema, sobretudo no que diz respeito ao financiamento. Arruda Bastos, secretário de Saúde do Estado, afirma que ficou muito feliz com a escolha do tema, e acrescenta que o Brasil é um dos poucos países do mundo com mais de 100 milhões de habitantes que tem um sistema de saúde público universal.

Dentre as vantagens que destaca é que a discussão será feita em outra esfera (na igreja), o que considera uma força maior para aqueles que defendem a saúde pública. "Vamos conseguir regimentar mais forças em prol de uma saúde pública de melhor qualidade e com mais financiamentos, facilitando o acesso dos serviços de saúde de uma forma geral. Fico extremamente satisfeito com o tema e estou pronto para colaborar, dispondo dados, para que todos possam discutir com base".





Fonte: DN

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