quinta-feira, 22 de março de 2012

TCU já reduziu desperdício de dinheiro público em obras da Copa em mais de R$ 500 milhões


As fiscalizações feitas pelo TCU (Tribunal de Contas da União) nas obras da Copa de 2014 já resultaram em uma redução superior a R$ 500 milhões, segundo informou o ministro do TCU Valmir Campelo nesta quarta-feira, durante audiência pública na Câmara dos Deputados.

R$ 776 MILHÕES DESPERDIÇADOS

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    Mesmo com a ação do TCU, levantamento feito pelo UOL Esporte no fim do ano passado apontou que O desperdício de dinheiro público com os preparativos do Brasil para a Copa do Mundo de 2014 alcançou a cifra mínima de R$ 776 milhões em 2011. Esta é a soma do que foi gasto em apenas oito episódios protagonizados pelos governos federal, estaduais e municipais. LEIA MAIS
Campelo foi convidado para falar sobre os resultados das fiscalizações feitas pelo tribunal, principalmente nas obras que tiveram financiamento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e da Caixa Econômica Federal. “Nosso trabalho já reduziu em mais de meio bilhão de reais os gastos [previstos para a União]”, disse o ministro. “Só no aeroporto do Galeão [no Rio de Janeiro], a redução foi superior a R$ 30 milhões”.
A fiscalização do TCU nas obras do Estádio Jornalista Mário Filho, Maracanã, reduziu os custos em R$ 97 milhões. Ainda no Rio de Janeiro, a republicação do edital do porto da cidade apresentou uma redução de R$ 64 milhões. “E no Porto de Santos, o TCU identificou um quantitativo de excessivos da ordem de R$ 8 milhões”, acrescentou Campelo.
Mesmo com a redução obtida pelo TCU, o custo da reforma do Maracanã é o mais alto entre as obras em estádios da Copa, avaliado atualmente em cerca de R$ 1 bilhão
“Em nenhuma das obras eu propus a interrupção dos trabalhos, para evitar erros como os cometidos nos Jogos Panamericanos (de 2007)”, ressaltou o ministro, que cobrou, ainda, atenção especial por parte dos governos federal e estaduais com a publicação dos gastos nossites dedicados a tornar as contas transparentes.
Mesmo com a atuação do Tribunal de Contas, levantamento feito pelo UOL Esporte no fim do ano passado apontou que  O desperdício de dinheiro público com os preparativos do Brasil para a Copa do Mundo de 2014 alcançou a cifra mínima de R$ 776 milhões em 2011. Esta é a soma do que foi gasto em apenas oito episódios protagonizados pelos governos federal, estaduais e municipais em que foram consumidos recursos em obras que não saíram do papel, compras mal sucedidas, eventos privados pagos com dinheiro público e convênios irregulares com ONGs.
Um dos principais inimigos da transparência nos gastos da Copa, segundo o TCU, é a falta de disposição do governo em informar os órgãos de controle. Segundo o ministro Campelo, apesar do governo ter estabelecido uma lista de obras para Copa, com orçamentos, prazos e fontes de recursos –a chamada matriz de responsabilidades–, essa lista está quase sempre desatualizada. Normas também obrigam o governo federal a publicar tudo o que ele investe na Copa em um site criado pelo Senado, porém isso não acontece.
“Existem dificuldades sobre a inclusão, na matriz de responsabilidades, de todas ações necessárias para o Mundial”, afirmou o ministro do TCU. “Os problemas vão desde a não inclusão das ações até a insuficiência dos dados disponibilizados.”
Para o ministro, sem esses dados, fica difícil para os órgãos fiscalizadores saberem como está o andamento das obras. Também fica comprometida a avaliação sobre a aplicação dos recursos. “Essas questões põem em xeque a avaliação das medidas que faltam para viabilizar a Copa do Mundo. Também dificultam saber do prazo para possamos tomar essas medidas.”
* Com informações da Agência Brasil

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