sexta-feira, 4 de maio de 2012

Idosos que sabem lidar com o arrependimento do passado são mais felizes e menos estressados


Se você já teve alguns arrependimentos, talvez seja melhor deixá-los de lado. Esta atitude pode contribuir para uma velhice mais saudável, sugere um novo estudo.


  Cientistas alemães dizem que lamentar diminui naturalmente à medida que ficamos mais velhos – quando tentamos aproveitar o máximo tempo que nos resta, tendo menos oportunidade de segundas chances.


  Os mais jovens possuem esse sentimento de modo mais agudo, a partir de uma perspectiva evolutiva, aprendendo a não repetir erros. Mas as pessoas com idade avançada procuram não se arrependerem com o que passou e de como poderia ser diferente se tivessem tomado outros rumos na vida, se sentem mais felizes do que os que pensam que deveriam ter se comportado de outra maneira quando jovens.


Aprender a banir seus arrependimentos poderia ser um mecanismo de sobrevivência fundamental para uma velhice feliz e saudável. Os pesquisadores usaram varreduras no cérebro para testas três grupos: jovens com média de 25 anos, idosos saudáveis e idosos deprimidos, ambos com idade média de 66 anos.


  Todos responderam a um jogo de computador no qual eles tiveram que abrir uma série de caixas que continham dinheiro ou uma imagem de desenho animado de um demônio – o que significava que quem perdesse todo o dinheiro teria feito péssimo exercício da responsabilidade.


Depois de cada caixa, eles poderiam decidir em depositar o dinheiro ou continuar buscar cada vez mais – mais ou menos como visto no filme Quem Quer Ser um Milionário?


Quando o jogo terminou, eles foram apresentados aos resultados para saber o quão longe eles puderam ir sem perder tudo. Os pesquisadores descobriram que as pessoas mais jovens e as os idosos deprimidos, estavam propensos a assumirem mais riscos nas rodadas subsequentes.


Mas as pessoas idosas saudáveis e satisfeitas com suas atitudes no passado, não mudaram o comportamento significativamente. Nos exames cerebrais, a atividade no corpo estriado ventral, que está envolvido com o sentimento de arrependimento e no córtex cingulado anterior, onde a emoção é regulamentada, mostrou-se semelhante com a varredura nos grupos dos jovens e idosos deprimidos.


Enquanto os aposentados saudáveis apresentaram um padrão bem diferente do cérebro – o que sugere que eles estavam experimentando menos arrependimento, regulando eficazmente suas emoções.


Testes de batimentos cardíacos e sudorese também foram menores, indicando que eles estavam sem estresse comparado com os dois grupos quando eram confrontados com uma perda.





A principal autora do estudo, Dra. Stefanie Brassen do Centro Médico da Universidade de Hamburgo, comentou que as pessoas com idade avançada usam estratégias mentais que os ajudam em situações de estresse e arrependimento.


  Os autores sugerem que as descobertas podem ser usadas para ajudar as pessoas a melhorarem seus estados mentais. A equipe declarou na revista Science:


“Enquanto as oportunidades para desfazer situações lamentáveis aumentam no declínio da idade, um compromisso na redução de situações de arrependimentos representa uma estratégia potencialmente protetora para manter o bem-estar na velhice”.


“No entanto, pouco se sabe sobre os mecanismos neurobiológicos subjacentes que suportam esta afirmação. Nossos resultados sugerem que a retirada do arrependimento reflete um fator de resiliência crítica na idade avançada


Fonte: Jornal Ciência

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